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APCC

APCC e TAGV juntos para reforçar acesso à cultura

Porque a cultura se faz com todos e para todos, a APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra e o Teatro Académico de Gil Vicente acabam de formalizar um protocolo de cooperação com objetivos claros: tornar a cultura mais acessível e promover a participação plena de pessoas com deficiência, incapacidade ou em situação de vulnerabilidade.

A parceria traduz-se em ações concretas que tornem a fruição e a prática culturais progressivamente mais acessíveis e significativas para todos os públicos, desde logo a dinamização de projetos artísticos conjuntos dirigidos à comunidade. Um primeiro exemplo deste caminho já está em curso: o grupo de teatro Projeto Estúdio foi convidado a participar nas sessões de leituras partilhadas do coletivo declAMAR Poesia no TAGV. E a partir dessa experiência, aquele grupo de teatro da APCC definiu já o seu novo programa de ação.

Esta colaboração prevê ainda um trabalho comum que visa criar condições de acolhimento mais inclusivas, promover mais atividades com recursos de acessibilidade, proporcionar a capacitação de equipas técnicas e artísticas e desenvolver ações de mediação cultural, visitas guiadas e outras iniciativas que aproximem diferentes públicos da programação artística do TAGV.

Mais do que um mero momento formal, o acordo hoje assinado pelo presidente da APCC, Carlos Condesso, e o diretor do TAGV, Sílvio Correia Santos, estabelece uma base de trabalho contínuo entre as duas instituições, assente no reconhecimento da cultura como um espaço de inclusão e cidadania. Com esta parceria, afirma-se uma estratégia conjunta orientada para criar condições reais de participação — porque a inclusão também se constrói no palco, na plateia e em tudo o que acontece entre ambos.

O teatro é uma das áreas artísticas que constituem uma parte importante da ação da APCC enquanto promotora da inclusão social. É desenvolvido tanto através de dinâmicas no campo da expressão dramática, como de apresentações a públicos diversos, tendo em atividade dois grupos teatrais.

Um desses grupos é o Projeto Estúdio, coordenado pela atriz e professora de teatro Adriana Campos, que desenvolve atualmente o programa “Insurgente”, construído em torno de livros, objetos e gestos que se insurgem, gritam, reclamam e se rebelam. Este programa sucede a “É Urgente” (2025), “Uma sombra é para…” (2023 e 2024), “FLORescente” (2022), “Loja de Vender Fi” (2019), “Loja de Vender Poetas” (2018) e “Cem Linhas” (2016).

(fotos: Sofia Martins / TAGV)