O Projeto Estúdio tem um anúncio importante para fazer e a data escolhida não podia ser outra senão a que hoje se comemora: o Dia Mundial do Teatro! Saibam então que aquele grupo de teatro da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra já tem um novo programa, com a palavra e a arte novamente no centro. Chamou-lhe “Insurgente”, definiu-lhe um calendário que abrange este ano e o próximo e, para ajudar a dar-lhe corpo, convocou os parceiros que tem vindo a cativar no seu percurso e não só.
Mas comecemos pelo primeiro verso: um convite do Teatro Académico de Gil Vicente para que o Projeto Estúdio integre a sua programação – um propósito enquadrado pela ideia de cocriação e que se abre a outras áreas e coletivos artísticos dinamizados na APCC, como a seu tempo se saberá. A esse desafio (para, desde logo, declAMAR Poesia…) respondeu então o grupo com um programa completo de atividades em torno de livros, objetos e gestos que se insurjam, gritem, reclamem e se rebelem. Ou seja, eminentemente insurgentes.
Estas apresentações irão prolongar-se em vários outros espaços culturais da Cidade além do TAGV, que serão entretanto divulgados. E também nas livrarias habitualmente cúmplices: Almedina Estádio, Casa do Castelo e Faz de Conto.
Tudo isto foi dado a conhecer a técnicos da APCC que acompanham os elementos do Projeto Estúdio, num encontro promovido esta semana, estratégica ou poeticamente marcado para se realizar, com rigorosa equidistância, entre os dias mundiais da Poesia e do Teatro. E encontro, sendo uma palavra adequada para descrever uma reunião entre membros de uma comunidade que tiram prazer de estar juntos, podia nesta ocasião ser substituído por conversa, partilha ou reflexão. Ou incipit, para os mais poéticos…
O Projeto Estúdio é um dos dois grupos teatrais em atividade na APCC, sendo coordenado pela atriz e professora de teatro Adriana Campos. Na sua trajetória, o programa “Insurgente” sucede a “É Urgente” (2025), “Uma sombra é para…” (2023 e 2024), “FLORescente” (2022), “Loja de Vender Fi” (2019), “Loja de Vender Poetas” (2018) e “Cem Linhas” (2016).
O teatro é uma das áreas artísticas que constituem uma parte importante da ação da APCC enquanto promotora da inclusão social. É desenvolvido tanto através de dinâmicas no campo da expressão dramática, como de apresentações a públicos diversos.









