APCC

“SEXistimos”, um projeto para a inclusão com corpo inteiro: primeiros grupos de discussão realizados na APCC

Arrancaram esta semana, na APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, os grupos de discussão do projeto “SEXistimos”, e com eles abriu-se também um espaço essencial: o de falar livremente sobre sexualidade, desejo e intimidade no contexto da paralisia cerebral. Numa sala onde se procurou que todas as palavras fossem ditas com franqueza, um grupo de utentes da Associação – com a presença de investigadoras do Centro de Psicologia da Universidade do Porto e de uma coinvestigadora com paralisia cerebral – deu o primeiro passo de um processo que quer compreender antes de intervir.

Estas conversas, e as que se seguirão, vão ajudar a identificar as necessidades de saúde sexual das pessoas com paralisia cerebral, partindo da experiência de quem vive essa realidade. Pretende-se, desta forma, dar voz a quem tem uma palavra a dizer sobre este tema, tantas vezes esquecido entre preconceitos e silêncios, afirmando que a inclusão se faz com corpo inteiro – também com o corpo que sente, deseja e ama. Daqui resultará um manual de boas práticas e a identificação de recursos a utilizar nesta área.

O “SEXistimos” é um projeto de investigação inovador, que nasce da vontade de dar visibilidade ao direito à sexualidade das pessoas com paralisia cerebral. É promovido pela Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, pela APCC e por diversas outras associadas, em colaboração com o Grupo de Investigação em Sexualidade e Género do Centro de Psicologia da Universidade do Porto, através do SexLab – Laboratório de Investigação em Sexualidade Humana.

Trata-se de um projeto cofinanciado pelo INR – Instituto Nacional para a Reabilitação, ao abrigo do Programa de Financiamento a Projetos 2025.