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APCC

Profissionais do Centro de Reabilitação aprofundaram na prática o que é preciso para ser um bom parceiro comunicativo

Experimentar, comunicar, refletir e transformar. Estes quatro verbos foram mote para uma tarde em que profissionais de diversas áreas da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra ‘trocaram’ a fala por outras formas de comunicação, para descobrir o que significa ser um bom parceiro comunicativo de uma pessoa com necessidades complexas de comunicação. Foi na passada sexta-feira, numa experiência prática dinamizada pelo Departamento de Terapia da Fala do Centro de Reabilitação.

O desafio proposto era passar da intenção à interação, através de algumas atividades simples – fazer um jogo da memória, contar uma história ou passar a palavra, por exemplo – mas com uma ‘regra’ que adicionou complexidade: ultrapassá-los sem recurso à fala e usando a comunicação aumentativa e alternativa. Os participantes foram, assim, levados a confrontar-se com a necessidade de questionar não só as melhores estratégias para aqueles exercícios em concreto, mas também as suas práticas quotidianas.

Desta forma, acabaram por identificar muitas qualidades importantes em contexto de comunicação, como saber esperar, reformular, perguntar ou escutar ativamente, entre outras. E ficou claro para todos que a comunicação eficaz ocorre quando as intenções e significados dos parceiros comunicativos são compreendidos, alcançando-se um entendimento comum, um ‘espaço partilhado’, entre comunicadores – e que, por isso, a forma é menos importante do que a função.

Esta atividade, realizada no âmbito dos Encontros Técnicos que têm lugar regularmente no Centro de Reabilitação, deu continuidade a um conjunto de ações focadas na comunicação aumentativa e alternativa que têm vindo a ser realizadas naquela resposta social da APCC. Um trabalho que, por exemplo, levou a que desde o ano passado a sinalética do espaço inclua pictogramas que tornam mais fácil para quem não comunica pela fala identificar os diversos serviços.

No Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral de Coimbra, o trabalho é realizado de forma integrada, graças a um esforço colaborativo entre as diversas áreas focado no desenvolvimento das potencialidades de cada utente. A intervenção envolve várias áreas de especialidade, entre as quais a terapia da fala, em que se procura melhorar a comunicação, socialização e qualidade de vida dos utentes, atuando na prevenção, diagnóstico e tratamento de distúrbios da fala, da linguagem ou da deglutição.