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Vida independente: APCC partilhou experiência e perspetivas para o futuro em iniciativa do PlanAPP

Os desafios que ainda se colocam à concretização plena da vida independente e as políticas necessárias para os ultrapassar estiveram no centro das intervenções de Cristina Soutinho, membro da direção da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, Fernanda Maurício e Rui Bernardino, respetivamente diretora técnica e destinatário do Serviço de Apoio à Vida Independente (SAVI), numa iniciativa do PlanAPP – Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas, realizada no final da passada semana, em Lisboa.

Convidados a refletir com colaboradores daquele organismo do Estado, os três representantes da APCC partiram da experiência acumulada pela instituição desde 2019, ano em que se iniciou a disponibilização de assistência pessoal a pessoas com deficiência. Mas mais do que contextualizar o percurso desde a criação e desenvolvimento do projeto-piloto nacional até à afirmação da vida independente enquanto resposta social, foi possível partir da diversidade de perspetivas apresentadas – institucional, técnica e experiencial – para identificar, de forma concreta, o que ainda falta fazer nesta área.

Ao participar neste encontro, integrado na iniciativa “Dias PlanAPP”, a APCC pretendeu dar um contributo para o trabalho de apoio à definição e implementação de políticas públicas desenvolvido pelo PlanAPP, partilhando a experiência concreta de quem atua diariamente no terreno e mobiliza a comunidade para operar mudanças sociais. A intervenção da Associação reforçou, assim, a importância de políticas construídas a partir da realidade vivida pelas pessoas com deficiência, capazes de representar respostas consistentes e sustentáveis.

O SAVI da APCC é uma resposta social que tem como objetivo garantir condições de acesso ao pleno desenvolvimento da autonomia e do exercício da cidadania. Neste âmbito, assegura a disponibilização de assistência pessoal a pessoas com deficiência ou incapacidade para a realização de atividades de vida diária e de mediação em contextos diversos que, em razão das limitações decorrentes da sua interação com as condições do meio, estas não possam realizar por si próprias.