APCC

Um poema em palco: Projeto Estúdio sentiu a vertigem da “Ode Marítima” no TAGV

Os membros do Projeto Estúdio viveram, na passada quarta-feira, uma experiência artística e literária singular, ao assistir a uma leitura encenada da “Ode Marítima”, pelo ator Manuel Wiborg. E perante a grandiosidade daquele poema, sentiram a vertigem das palavras e das imagens usadas por Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, deixando-se conduzir por uma viagem intensa entre o real, a memória e a imaginação.

Foram espetadores, mas não poderiam deixar de ser também, naquela circunstância, observadores particularmente atentos à composição interpretativa. Num momento em que a palavra foi central, mas num contexto de experiência performativa e não de simples declamação, os elementos daquele grupo de teatro da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra puderam ‘tirar apontamentos’ para as suas próprias produções, em que o texto e a sua verdade são sempre aspetos fundamentais.

Do que se viu, não sabemos exatamente o quê ou como irá influenciar o programa de ação para 2026 do Projeto Estúdio… Mas que foi marcante esta nova experiência vivida no palco do Teatro Académico de Gil Vicente – que estes utentes da APCC bem conhecem, depois de uma visita guiada àquele espaço realizada em meados do ano passado –, disso não restam dúvidas!

O Projeto Estúdio é um dos dois grupos teatrais em atividade na APCC, sendo coordenado pela atriz e professora de teatro Adriana Campos. Está atualmente a trabalhar num novo projeto, que sucederá a “É Urgente” (2025), “Uma sombra é para…” (2023 e 2024), “FLORescente” (2022), “Loja de Vender Fi” (2019), “Loja de Vender Poetas” (2018) e “Cem Linhas” (2016).

O teatro é uma das áreas artísticas que constituem uma parte importante da ação da APCC enquanto promotora da inclusão social. É desenvolvido tanto através de dinâmicas no campo da expressão dramática, como de apresentações a públicos diversos.

(fotos: Sofia Martins / TAGV)