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APCC

Quando o tatami é espaço de inclusão: utentes da APCC em destaque no National Open de Jiu-Jitsu

A moldura humana era impressionante e foi definitivamente responsável por alguns olhares de espanto e fascínio, mas foi igualmente o propulsor de um momento de grande felicidade. No passado sábado, com as bancadas repletas para assistir ao Portugal National Open de Jiu-Jitsu e todos os olhares concentrados no tatami colocado no centro do Pavilhão Municipal Multidesportos Mário Mexia, os utentes da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra envolvidos no projeto “100 Limites” também foram protagonistas!

Tratou-se de uma apresentação daquela iniciativa da APCC com a International Sports Brazilian Jiu-Jitsu Association (ISBJJA), que abre novas oportunidades de desenvolvimento físico, emocional e social através da prática daquela arte marcial. E se os treinos semanais na Quinta da Conraria já geram entusiasmo em cada um dos participantes, a oportunidade de mostrar as suas capacidades perante um público tão alargado – com orientação do professor Rómulo de Luca – foi verdadeiramente uma experiência inesquecível!

A simbólica subida ao pódio e as medalhas recebidas acrescentaram ainda mais pontos altos a um dia cheio de emoções, em que os utentes da Associação puderam também conhecer o ambiente particular de uma grande prova de jiu-jitsu. Desta forma, comprovaram na primeira pessoa o significado de valores da modalidade que o projeto “100 Limites” também procura potenciar, como o respeito, a concentração, a resiliência e a disciplina.

Este é um projeto que tem como objetivos promover uma inclusão ativa através do desporto adaptado, ampliar o acesso à prática desportiva e fortalecer a valorização da pessoa com deficiência na comunidade, contribuindo para uma cultura de respeito, igualdade e participação plena. É desenvolvido com o envolvimento de utentes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) e do Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social para Pessoas com Deficiência (CAARPD).

O CACI e o CAARPD são duas das respostas sociais da APCC sediadas na Quinta da Conraria. A primeira pretende promover a autonomia, a vida independente e a valorização pessoal, enquanto a segunda apoia pessoas que, transitória ou definitivamente, se encontram impossibilitadas de frequentar outro tipo de estruturas.