Os formandos da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra voltaram a integrar o público da Anozero, numa visita ao núcleo principal daquela bienal de arte contemporânea, realizada na manhã da passada sexta-feira. Em contacto direto com algumas das propostas reunidas no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, foi possível admirar obras de artistas como Rui Chafes, Vasco Araújo ou Chantal Akerman, com abordagens que cruzam instalação, vídeo, escultura, fotografia e arquitetura.
E num contexto em que os visitantes são convidados a refletir sobre a partilha, a convivência e a forma como as pessoas habitam os espaços e constroem relações, houve oportunidade para relacionar a arte com a vida de cada formando – com valores como a inclusão, a participação e a vida em comunidade a poderem ser invocados. Assim, esta foi uma oportunidade de aprendizagem (reforçada com uma passagem pela Feira do Livro, à tarde) capaz de estimular a curiosidade, o pensamento crítico e o contacto com diferentes formas de expressão cultural.
Esta dimensão complementar da aprendizagem faz parte da estratégia formativa da APCC, que procura alargar o processo de aquisição de conhecimentos e competências para lá dos contextos formais da sala de aula ou da oficina. Experiências deste tipo contribuem para percursos formativos mais completos e diversificados, promovendo o desenvolvimento de competências pessoais e sociais, o conhecimento do património cultural, científico e natural e uma participação mais ativa na comunidade.
A Formação Profissional desenvolvida na APCC possui características diferenciadoras que visam proporcionar um desenvolvimento mais inclusivo, personalizado e adaptado às necessidades específicas dos formandos. Destina-se a pessoas com deficiência ou incapacidade, maiores de 18 anos e em situação de desemprego, que pretendam (re)ingressar de forma sustentada no mercado de trabalho, bem como pessoas com deficiência adquirida ou agravada, à procura de nova qualificação ou reforço de competências.



