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No Instituto Miguel Torga, APCC respondeu ao repto “Vamos falar de paralisia cerebral” com reflexões e testemunhos

Houve muitas ideias e histórias para trocar na sessão do ciclo de conversas “Vamos falar de…” dedicada à paralisia cerebral, que se realizou ontem no Instituto Superior Miguel Torga e contou com a participação da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra. Foi um final de tarde marcado pela partilha de perspetivas em torno da inclusão e da participação, com testemunhos de técnicos, pessoas com deficiência, familiares e académicos.

Um deles pertenceu a Cristina Soutinho, membro da Direção da APCC, que deixou uma ideia central: a diversidade é o território que todos partilhamos e deve ser valorizada por toda a comunidade. A também diretora técnica do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral apresentou anda o modelo de funcionamento daquela resposta social, sublinhando o trabalho interdisciplinar das equipas, a centralidade da família, a promoção da autonomia e da capacitação dos cuidadores, bem como a intervenção em rede e ao longo do percurso de vida.

Antes, tinha já intervindo Alda Matos, docente na Escola Superior de Educação de Coimbra, vice-presidente do Departamento de Educação, Desporto e Intervenção Social daquela escola e utente da APCC. Na sua intervenção, em que percorreu o seu trajeto pessoal e académico – no qual se cruzou com o então Núcleo Regional do Centro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral logo em 1979 – destacou a importância do não conformismo perante os obstáculos societais ainda existentes.

A sessão foi aberta por Vânia Rosa, docente de Serviço Social no ISMT e diretora técnica da AFSD Cavalo Azul, que abordou em particular a forma como a paralisia cerebral impacta toda a dinâmica familiar.

“Vamos falar de…” é um ciclo de conversas, aberto a toda a comunidade, onde se pretendem explorar temas fundamentais sobre a deficiência e a neurodiversidade. Anteriormente, foram já abordados a deficiência intelectual e o autismo, estando ainda prevista uma sessão dedicada à deficiência visual, no dia 2 de junho. A organização é do ISMT e da APPACDM Coimbra, com a participação da APCC, APPDA Coimbra e ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal.

A intervenção na comunidade, sensibilizando a sociedade para a questão da deficiência e interagindo com parceiros para operar a mudança, é uma das vertentes da atividade da APCC. Dela faz parte ainda o trabalho direto com milhares de utentes e suas famílias, em áreas como a habilitação e reabilitação, capacitação para a inclusão, reabilitação social, formação profissional, qualificação e ensino profissional, integração socioprofissional, educação, residências, reabilitação profissional, vida independente, apoio domiciliário ou transportes, entre outros.