APCC

Metrobus sob o olhar atento dos utentes da APCC, com participação e autonomia em foco

Da Portagem a São José e dali ao Vale das Flores. O percurso ontem realizado no metrobus por alguns utentes da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra permitiu-lhes tomar contacto com aquelas e demais estações operacionais na fase preliminar de operação daquele meio de transporte, bem como os itinerários atualmente realizados e outros pormenores relativos à sua utilização. O objetivo foi observar e identificar obstáculos físicos, barreiras de comunicação, dificuldades de orientação ou qualquer outro fator que possa comprometer a acessibilidade e o conforto da viagem.

Para a maioria dos participantes nesta atividade, tratou-se de uma estreia nos autocarros articulados do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), mas até havia quem já tivesse realizado algumas viagens. Mas isso não impediu que todos tivessem ficado satisfeito por poderem partilhar as suas opiniões com os técnicos da Câmara Municipal de Coimbra e da Metro Mondego que acompanharam esta ação.

Entre vários comentários, questões e esclarecimentos – que incluíram aspetos relacionados com diversos tipos de acessibilidades, que serão introduzidos no sistema até ao início da sua exploração comercial – o grupo de utentes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) pôde também começar já a planear a utilização futura do metrobus no contexto de uma maior participação social. A vertente da autonomia proporcionada mereceu, por isso, várias referências, entre elogios e sugestões de melhoria.

Esta iniciativa foi organizada pela Câmara Municipal de Coimbra, enquadrada numa série de ações similares realizadas ao longo desta semana e que reuniram representantes e utentes de instituições que trabalham pela inclusão de pessoas com mobilidade condicionada ou necessidades especiais. Foi integrada na Semana da Mobilidade 2025, promovida para pensar a mobilidade para todos, com especial atenção à acessibilidade, à inclusão e ao direito igualitário de circular com autonomia e dignidade.

O CACI da APCC é frequentado por jovens e adultos com deficiência, com idade igual ou superior a 18 anos, que se encontrem em processo de inclusão socioprofissional ou que, temporária ou permanentemente, não possam exercer uma atividade profissional ou dar continuidade ao seu percurso formativo. Está organizado em cinco grandes blocos: atividades de capacitação, atividades terapêuticas, atividades de interação com o meio, atividades socialmente úteis e atividades de qualificação para a inclusão social e profissional.