A Universidade de Coimbra é, há séculos, um dos grandes lugares de produção e transmissão de conhecimento em Portugal. Foi nesse contexto simbólico que um grupo de formandos da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra visitou, na passada sexta-feira, dois dos seus espaços mais emblemáticos: o Museu da Ciência e o Jardim Botânico. E ao longo da visita, foi possível ter contacto direto com diferentes formas de observar, interpretar e compreender o mundo natural e científico.
Primeiro, no Museu da Ciência, os formandos exploraram coleções e dispositivos que ajudam a contar a evolução do pensamento científico e o modo como o conhecimento se constrói através da observação e da experimentação. Já no Jardim Botânico, a experiência passou pelo contacto com a diversidade vegetal, pela leitura do espaço como laboratório vivo e pela relação entre ciência, natureza e património. Em ambos os locais, a curiosidade foi um ponto de partida constante, dando lugar a descobertas e novas referências.
Esta atividade insere-se na estratégia formativa da APCC, que procura alargar o processo de aprendizagem para lá dos contextos formais da sala de aula ou da oficina, contribuindo para percursos formativos mais completos, diversificados e alinhados com as exigências do contexto profissional. Ao proporcionar experiências como esta, promove-se o desenvolvimento de competências pessoais e sociais, reforçando o contacto com o património cultural, científico e natural, bem como o sentimento de participação ativa na comunidade.
A Formação Profissional desenvolvida na APCC possui características diferenciadoras que visam proporcionar um desenvolvimento mais inclusivo, personalizado e adaptado às necessidades específicas dos formandos. Destina-se a pessoas com deficiência ou incapacidade, maiores de 18 anos e em situação de desemprego, que pretendam (re)ingressar de forma sustentada no mercado de trabalho, bem como pessoas com deficiência adquirida ou agravada, à procura de nova qualificação ou reforço de competências.








