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APCC

Equipa da APCC e Academia Sporting Ribeira de Frades descobriu o ritmo do futebol sem correrias!

De entre os vários lugares-comuns habitualmente associados a um bom desempenho futebolístico – intensidade, leitura tática, eficácia na finalização… – houve um a que a equipa de futebol da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra não correspondeu de todo ontem, que foi o ritmo elevado. Mas esse era precisamente o objetivo do torneio de walking football, realizado na Escola Básica e Secundária José Falcão, do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo: viver todas as emoções e sensações da modalidade, mas sem correrias!

Não foi fácil evitar correr para cada bola como se fosse o último minuto de uma partida decisiva, até porque, nos treinos regulares com os técnicos da Academia Sporting Ribeira de Frades, todos os lances são disputados com máxima energia e empenho. Mas, com as indicações certas e espírito de equipa, os jogadores entraram no andamento adequado e, sobretudo, encontraram a cadência necessária para uma manhã de muita diversão!

Nem sequer faltaram os habituais festejos à Gyökeres, mas o melhor foi mesmo o desportivismo e o convívio com alunos e professores do agrupamento e utentes de outras instituições. Para a APCC e a Academia Sporting Ribeira de Frades, a participação nesta iniciativa – que marcou o final do projeto “Olimpíada Sustentada” na Escola José Falcão – foi também uma oportunidade de proporcionar uma nova experiência aos utentes que, desde o início do ano passado, integram atividades regulares ligadas ao futebol, dentro e fora da Associação.

Esta é uma parceria que envolve utentes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) e do Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social para Pessoas com Deficiência (CAARPD), tendo o objetivo de reforçar valores como o empoderamento, a autodeterminação ou a cidadania ativa, além de promover a prática desportiva e a sua importância.

O CACI e o CAARPD são duas das respostas sociais da APCC sediadas na Quinta da Conraria. A primeira pretende promover a autonomia, a vida independente e a valorização pessoal, enquanto a segunda apoia pessoas que, transitória ou definitivamente, se encontram impossibilitadas de frequentar outro tipo de estruturas.