Um emprego pode ser um ponto de partida para mudar a vida de uma pessoa. Conseguir contribuir para as despesas da casa, constituir família ou ganhar estabilidade emocional são apenas alguns exemplos de transformações que se tornam possíveis quando se abre a porta do trabalho – e por isso eles foram afixados pela equipa do Centro de Recursos Local (CRL) da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra para um encontro que teve como convidados empresários, representantes e técnicos do poder local, profissionais do terceiro setor e beneficiários.
A iniciativa – que foi tanto um sunset como um espaço de partilha – teve lugar na passada sexta-feira, na Quinta da Conraria, num ambiente de proximidade e abertura. Discutiram-se experiências, desafios e caminhos para reforçar a inclusão profissional de pessoas com deficiência, tendo ficado reforçada entre todos os participantes a ideia de que só é possível ultrapassar as barreiras da sociedade no âmbito do mercado de trabalho com o envolvimento dos diferentes parceiros.
Mas este sunset (incluído no programa das comemorações dos 50 Anos da APCC) foi também um espaço para recordar que a inclusão não se constrói apenas com medidas técnicas ou formais. A palavra empatia surgiu várias vezes, a par da valorização dos afetos, como ingredientes indispensáveis para que cada percurso profissional seja também um percurso de vida pleno. E foi essa a mensagem que ficou: juntos, é possível transformar o emprego em motor de realização e de inclusão.
O CRL da APCC desenvolve, em estreita articulação com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), um conjunto de medidas que promovem a integração profissional de pessoas com deficiência ou incapacidade. A sua ação estende-se a vários concelhos da região Centro, combinando apoio técnico especializado com uma relação de proximidade com as pessoas apoiadas e os empregadores.









