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Democracia em cena: Projeto Estúdio visitou exposição sobre as primeiras eleições livres

No Portugal de 2026, o voto ainda não é completamente universal: por exemplo, muitas pessoas com deficiência enfrentam barreiras de acessibilidade e confidencialidade ao exercer esse direito. Mas, como diz a expressão, o caminho faz-se caminhando e foi uma parte muito importante desse caminho que os elementos do Projeto Estúdio puderam ontem ficar a conhecer, ao visitar a exposição “Haverá Eleições. 1975: as primeiras eleições livres em Portugal”, patente no Convento São Francisco e onde é detalhada a história das eleições para a Assembleia Constituinte de 1975.

Numa visita guiada em que não faltaram perguntas, os membros daquele grupo de teatro da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra viram recortes de imprensa, documentos e vídeos do antes, durante e depois daquele processo eleitoral. Das votações fraudulentas antes do 25 de Abril até aos dias de mobilização e esperança em torno do sonho de um país transformado. E, invocando a sua própria experiência de vida em democracia, confirmaram que este é mesmo o pior dos sistemas, com exceção de todos os outros!

Esta foi uma atividade fora das rotinas de ensaios do Projeto Estúdio e das emoções de uma apresentação em público, mas não deixou de estar absolutamente alinhada com a atividade daquele coletivo. Porque na Constituição que viria a nascer das eleições de 1975 está explícito que a cultura é um direito fundamental, tanto no acesso como na criação. E porque na história do grupo e das criações que tem apresentado tem sido central uma palavra que, também ontem, esteve em destaque: Liberdade.

O Projeto Estúdio é um dos dois grupos teatrais em atividade na APCC, sendo coordenado pela atriz e professora de teatro Adriana Campos. Está atualmente a preparar o novo programa de ação para este ano, que sucederá a “É Urgente” (2025), “Uma sombra é para…” (2023 e 2024), “FLORescente” (2022), “Loja de Vender Fi” (2019), “Loja de Vender Poetas” (2018) e “Cem Linhas” (2016).

O teatro é uma das áreas artísticas que constituem uma parte importante da ação da APCC enquanto promotora da inclusão social. É desenvolvido tanto através de dinâmicas no campo da expressão dramática, como de apresentações a públicos diversos.