APCC

Cortejo da Queima das Fitas vai ter 45 mil flores que despontaram na APCC!

No próximo domingo, no cortejo da Queima das Fitas, vai voltar a haver um elemento comum a dar vida ao desfile: as flores produzidas na APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra! Este ano, foram cerca de 45 mil a despontar das mãos dos utentes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), que vão enfeitar carros de cursos das Faculdades de Medicina, Direito, Ciências e Tecnologia, Letras, Farmácia e Economia e do ISCAC!

São flores de papel, mas com raízes fortes: uma parceria com mais de duas décadas entre a APCC e a comunidade académica, sob o mote “Tu fazes a festa, nós fazemos as flores!” É, por isso, com enorme prazer e grande satisfação que, mais uma vez, desejamos aos estudantes que confiaram esta responsabilidade à Associação – e a todos os outros – um bom Cortejo e uma boa Queima das Fitas!

E às pessoas que vão assistir, sugerimos uma particular atenção aos seguintes carros alegóricos: “O ano da morte do SNS”, “Circocisado”, “Pharmevir”, “Mastu(r)Pinas?”, “Desperta-lhe o Prazer”, “Jumento de Hipócritas”, “Sustentamos”, “INEMVÊLO”, “Lex Control”, “CHUCados á porta”, “Faixa de Ganza” e “Mitsubitches”…

Mas esta é uma iniciativa que começa até a estender-se para lá da ‘cidade dos estudantes’. Pelo segundo ano consecutivo, a APCC esteve também ‘presente’ no cortejo da Queima das Fitas do Porto, através de uma encomenda da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti. E, pela primeira vez, também houve flores da Associação na Semana Académica de Leiria, produzidas para o Instituto Politécnico daquela cidade. Se o orgulho dos utentes já é enorme pela visibilidade que o seu trabalho proporciona, este ‘galgar de fronteiras’ só o faz aumentar.

A produção de flores de papel pela APCC tem vantagens para todos os envolvidos: os estudantes conseguem uma preciosa ajuda e os utentes da Oficina de Tarefas Produtivas para a Comunidade do CACI são justamente compensados pelo seu esforço, além de realizarem um trabalho com visibilidade pública e alargada. E, todos juntos, ajudam a combater os estigmas que ainda possam existir sobre as pessoas com deficiência.

No CACI, trabalha-se quotidianamente no sentido do desenvolvimento de competências que permitam a valorização pessoal e profissional dos utentes. Nesse sentido, são asseguradas dinâmicas em áreas como as atividades socialmente úteis, mas também a música, o teatro, as artes plásticas ou o artesanato, entre outras.