Onde acaba o corpo e começa o meio? Onde se mistura o corpo com o meio? E se o corpo fosse o meio? Três perguntas para três dias de atividades que, na passada semana, juntaram utentes da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra e alunos do TUMO Coimbra, numa exploração do corpo e da natureza de uma forma artística e sensorial! De máquinas fotográficas na mão, foram muitos os caminhos percorridos e os pormenores observados e captados, com o objetivo de criar uma série de fotografias que mostram a ligação entre aquelas duas dimensões.
Entre o Parque Verde, a Mata Nacional do Choupal e a Quinta da Conraria, os participantes neste laboratório criativo, designado de “Meio-Corpo”, foram desafiados a perceber onde corpo e meio terminam, em que se assemelham ou como se podem confundir. E assim, vislumbraram rugas que eram caminhos ou veias que eram ramos, mas também montes e copas de árvore em ombros ou cabelos.
Apesar dos papéis diferentes – os elementos da Oficina do Teatro do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) agindo como guias ou instigadores, os alunos do TUMO assumindo-se como fotógrafos e descobridores, sob a orientação de Mariana Nunes, professora de teatro na APCC, e Paulo Calhau, responsável pelo workshop de fotografia do TUMO Coimbra – a exploração foi feita verdadeiramente em conjunto, com muitos «Uau» de descoberta pelo caminho! O resultado desta colaboração será posteriormente mostrado numa exposição final com as obras produzidas.
No CACI da APCC, trabalha-se quotidianamente no sentido do desenvolvimento de competências que permitam a valorização pessoal e profissional dos utentes. Nesse sentido, são asseguradas dinâmicas em áreas diversas: além do teatro, também a música, as artes plásticas, o artesanato ou as atividades socialmente úteis.











