APCC

A Quinta da Conraria foi de novo sala de aula para estudantes ligados à biodiversidade e sustentabilidade

Verbasco, alcachofra-brava, almeirão, cenoura-brava, erva-das-azeitonas, fel-da-terra, cardo-dourado, tojo e amor-perfeito. Pelo caminho, outro tipo de encontros: ovelhas, cabras e algumas vespas-cabras. Estas foram apenas algumas das espécies que um grupo de estudantes das áreas da biodiversidade e da sustentabilidade encontrou ontem, numa visita à APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, ao longo de um percurso onde a biodiversidade da Quinta da Conraria se foi revelando a cada passo.

Foi sobretudo nos trilhos das encostas que os alunos passaram grande parte do tempo, em zonas onde a intervenção humana é menos evidente, sem que isso signifique que não assume grande importância. Porque, perante futuros profissionais e investigadores das áreas das biociências, dos recursos biológicos, da sustentabilidade e da valorização do território – ou seja, futuros ‘fazedores de paisagem’ – era obrigatório reforçar a ideia de que o ser humano pode ser o maior produtor de biodiversidade.

As conversas passaram, assim, pelo modo como o sistema agro-silvo-pastoril se concretiza na Quinta da Conraria, mas também por temas mais gerais: o papel do pastoreio e da herbivoria na gestão dos ecossistemas, os desafios colocados pelas plantas invasoras ou possíveis soluções para evitar o desaparecimento de espécies. Entre observações e partilha de conhecimentos com Cláudio Carvalho, engenheiro agrónomo da Associação e guia da visita, até houve espaço para falar de sopas, chás e pratos gourmet…

E numa visita que ainda passou pela Quinta Pedagógica “O Caracol”, pelo picadeiro e pelas salas de frutificação de cogumelos, houve mesmo uma constante que deixou estes estudantes de mestrado e doutoramento da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, como já aconteceu com outros em visitas anteriores, verdadeiramente impressionados: a incrível e inigualável paleta de cores da Quinta da Conraria!

A Quinta da Conraria, onde estão sediadas diversas respostas e serviços da APCC, é um exemplo de um ecossistema rico e variado, com muitas características que o tornam único. Nesse sentido, as práticas agrícolas (ou agropecuárias) e silvícolas ali levados a cabo – seja na produção hortícola, ou no manejo e conservação da área florestal – procuram respeitar essa realidade, valorizando a herança natural ali existente.