Seja no palco ou nas salas do Centro de Reabilitação e da Quinta da Conraria, a música ocupa um papel de grande relevância no quotidiano da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra. Com o objetivo de conhecer essa realidade, um grupo de profissionais da APCE – Associação de Paralisia Cerebral de Évora esteve em Coimbra no início desta semana, para observar, questionar e partilhar experiências.
Foram importantes, neste contexto, as conversas com o professor de música e musicoterapeuta Paulo Jacob e a técnica de intervenção e dinamização musical Maria Caetano, em que foram abordadas as práticas e estratégias que desenvolvem com os utentes que apoiam. Falou-se, por exemplo, da importância de olhar sempre para a capacidade e de encontrar soluções que a potenciem – tendo as técnicas da APCE o propósito de desenvolver um projeto de inclusão pela arte, este foi mesmo um dos temas que suscitou mais interesse.
E com esta visita a coincidir com o dia de ensaio dos Ligados às Máquinas, houve também tempo para trocar ideias com os membros da orquestra de samples da APCC e ouvir contada na primeira pessoa a história de como este projeto único surgiu e como tem vindo a evoluir… e até ficar a saber quais os projetos em preparação. Como banda sonora do dia, ficaram alguns temas do grupo, que foram interpretados para uma plateia mais pequena do que o habitual, mas que não poupou aplausos.
A música é uma das várias áreas do campo artístico dinamizadas na APCC. No Centro de Reabilitação, no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) e no Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social para Pessoas com Deficiência (CAARPD), o trabalho é desenvolvido através de intervenções nos campos da musicoterapia, educação musical adaptada e expressão musical adaptada (com quatro grupos atualmente em atividade).







