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Última oportunidade para ver “Oficina para Cartas Felizes”, do Projeto Estúdio, vai ser na Faz de Conto a 28 de junho

Vai ser na Faz de Conto que o Projeto Estúdio vai fazer a segunda e última apresentação de “Oficina para Cartas Felizes”, a sua mais recente criação. Será no dia 28 de junho, às 11H00, numa sessão de entrada livre e para todos os públicos, em que clientes da livraria ou quem ali se desloque propositadamente para assistir a esta oficina-espetáculo serão convidados para escrever as suas próprias cartas felizes e questionar o que é, afinal, a felicidade, a beleza ou a liberdade.

Os elementos daquele grupo de teatro da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra propõem-se, mais uma vez, envolver quem assiste na própria performance, desta vez inspirados pelo livro “Cartas Felizes”, de Susanna Isern e Daniel Montero Galán.

“Oficina para Cartas Felizes”, que estreou na Almedina Estádio, é a segunda criação do Projeto Estúdio no âmbito do programa “É Urgente – uma equação que tem de dar 50”, que o grupo está a desenvolver ao longo deste ano, sucedendo a “Oficina para (Re)ver o Mundo”. Aquele programa nasce da ideia de que é urgente conhecer o mundo, o outro e a nós mesmos, a partir do verso de Eugénio de Andrade «É urgente permanecer», e está inserido nas comemorações dos 50 anos da APCC.

São também parceiros nesta proposta a livraria Casa do Castelo, os Ligados às Máquinas (a orquestra de samples da APCC), a editora BOCA, A Escola da Noite, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, o Convento São Francisco, a Rádio Universidade de Coimbra, o Teatrão e o Teatro Académico de Gil Vicente.

O Projeto Estúdio pretende, desta forma, continuar a experimentar o lugar do livro, da palavra e do espectador enquanto participante, caminho que, sem que o tivesse traçado à partida, tem vindo a marcar a sua atividade. Assim, dá continuidade direta aos programas “Uma sombra é para…” (2023 e 2024) e “FLORescente” (2022), que já o levaram às mesmas livrarias.

Do trajeto deste coletivo teatral – que é coordenado pela atriz e professora de teatro Adriana Campos – constam ainda “Cem linhas”, um espetáculo que foi igualmente um livro (2016), e as ‘aberturas’ da Loja de Vender Poetas (2018) e da Loja de Vender FI (2019).

O Projeto Estúdio é um dos dois grupos teatrais em atividade na APCC, no âmbito das diferentes áreas artísticas que constituem uma parte importante da ação da instituição enquanto promotora da inclusão social. É desenvolvido tanto através de dinâmicas no campo da expressão dramática, como de apresentações a públicos diversos.