Skip to main content

APCC

Projeto Estúdio ‘regressa’ a “Oficina para Cartas Felizes”, no dia 24 de novembro, na Casa do Castelo

No próximo dia 24 de novembro, o Projeto Estúdio vai ‘regressar’ a “Oficina para Cartas Felizes”, criada por aquele grupo de teatro da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra a partir do livro “Cartas Felizes”, de Susanna Isern e Daniel Montero Galán. Vai ser na Casa do Castelo, em duas sessões – às 10H00 e às 11H00 – de entrada livre e para todos os públicos.

Os clientes daquela livraria, ou quem ali se desloque para assistir a esta oficina-espetáculo, serão desafiados a fazer parte da performance e a escrever as suas próprias cartas felizes. Empunhando um lápis capaz de armazenar espanto, terão nos membros do Projeto Estúdio os ‘cúmplices’ ideais para questionar as suas certezas sobre o que é, afinal, a felicidade, a beleza ou a liberdade.

Esta apresentação esteve inicialmente prevista para junho deste ano, mas só agora foi possível levar “Oficina para Cartas Felizes” à livraria que sugeriu o livro que a inspira. Passou, antes deste momento, por mais duas livrarias parceiras: a Almedina Estádio Cidade de Coimbra e Faz de Conto.

Esta foi a segunda das três criações do Projeto Estúdio no âmbito do programa “É Urgente”, que o grupo desenvolveu ao longo deste ano, sucedendo a “Oficina para (Re)ver o Mundo” e antecedendo “Oficina para Descobrir a Parte de Dentro das Coisas”. Aquele programa nasceu da ideia de que é urgente conhecer o mundo, o outro e a nós mesmos, a partir do verso de Eugénio de Andrade «É urgente permanecer», e foi inserido nas comemorações dos 50 anos da APCC.

Foram também parceiros nesta proposta os Ligados às Máquinas (a orquestra de samples da APCC), a editora BOCA, A Escola da Noite, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, o Convento São Francisco, a Rádio Universidade de Coimbra, o Teatrão e o Teatro Académico de Gil Vicente.

O Projeto Estúdio pretendeu, desta forma, continuar a experimentar o lugar do livro, da palavra e do espectador enquanto participante, caminho que, sem que o tivesse traçado à partida, tem vindo a marcar a sua atividade. Assim, deu continuidade direta aos programas “Uma sombra é para…” (2023 e 2024) e “FLORescente” (2022), que já o levaram às mesmas livrarias.

Do trajeto deste coletivo teatral – que é coordenado pela atriz e professora de teatro Adriana Campos – constam ainda “Cem linhas”, um espetáculo que foi igualmente um livro (2016), e as ‘aberturas’ da Loja de Vender Poetas (2018) e da Loja de Vender FI (2019).

O Projeto Estúdio é um dos dois grupos teatrais em atividade na APCC, no âmbito das diferentes áreas artísticas que constituem uma parte importante da ação da instituição enquanto promotora da inclusão social. É desenvolvido tanto através de dinâmicas no campo da expressão dramática, como de apresentações a públicos diversos.