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APCC

Projeto Estúdio estreia uma “Oficina para Descobrir a Parte de Dentro das Coisas” na Faz de Conto, dia 1 de novembro

Quando começaram a olhar para o livro “A História do Coco que Aprendeu a Ser Ovo”, de Mafalda Santos e Marisa Silva, os elementos do Projeto Estúdio (um dos grupos de teatro da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra) fizeram, como sempre acontece no início de cada criação, diversas perguntas… E de uma delas nasceu a resposta que haveria de enformar a terceira e última oficina-espetáculo que levam este ano a livrarias da cidade de Coimbra: brincar é descobrir a parte de dentro das coisas.

Assim, “Oficina para Descobrir a Parte de Dentro das Coisas” terá a sua estreia na Faz de Conto, pelas 11H00 do dia 1 de novembro. A entrada é livre e ao público – de todas as idades, sejam clientes ou quem se desloque propositadamente para estas apresentações – pede-se apenas que leve a sua imaginação e seja capaz de abanar o corpo todo.

“Oficina para Descobrir a Parte de Dentro das Coisas” será depois apresentada ainda na Almedina Estádio Cidade de Coimbra (3 de novembro, com sessões às 10H00 e 11H00) e na Casa do Castelo (4 de novembro, também às 10H00 e às 11H00).

Esta oficina-espetáculo faz parte do programa “É Urgente”, que o Projeto Estúdio tem vindo a desenvolver em 2025, sucedendo a “Oficina para (Re)ver o Mundo” e “Oficina para Cartas Felizes”. Aquele programa nasce da ideia de que é urgente conhecer o mundo, o outro e a nós mesmos, a partir do verso de Eugénio de Andrade «É urgente permanecer», e está inserido nas comemorações dos 50 anos da APCC.

São também parceiros nesta iniciativa os Ligados às Máquinas (a orquestra de samples da APCC), a editora BOCA, A Escola da Noite, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, o Convento São Francisco, a Rádio Universidade de Coimbra, o Teatrão e o Teatro Académico de Gil Vicente.

O Projeto Estúdio pretende, desta forma, continuar a experimentar o lugar do livro, da palavra e do espectador enquanto participante, caminho que, sem que o tivesse traçado à partida, tem vindo a marcar a sua atividade. Assim, dá continuidade direta aos programas “Uma sombra é para…” (2023 e 2024) e “FLORescente” (2022), que já o levaram às mesmas livrarias.

Do trajeto deste coletivo teatral – que é coordenado pela atriz e professora de teatro Adriana Campos – constam ainda “Cem linhas”, um espetáculo que foi igualmente um livro (2016), e as ‘aberturas’ da Loja de Vender Poetas (2018) e da Loja de Vender FI (2019).

O Projeto Estúdio é um dos dois grupos teatrais em atividade na APCC, no âmbito das diferentes áreas artísticas que constituem uma parte importante da ação da instituição enquanto promotora da inclusão social. O teatro, em particular, é desenvolvido tanto através de dinâmicas no campo da expressão dramática, como de apresentações a públicos diversos.