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APCC

Jiu-jitsukas da APCC retomaram os treinos com vontade de ir mais longe

Desde dezembro do ano passado que, semanalmente, todos os olhares se fixam no tatami colocado na Quinta da Conraria e os movimentos dos utentes da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra envolvidos na prática do jiu-jitsu provocam espanto a quem assiste… Ontem, esse tatami voltou a ganhar vida, com o primeiro treino depois das férias. E foi evidente o entusiasmo dos nossos jiu-jitsukas e dos seus fãs com este regresso!

Com os kimonos vestidos e um sorriso no rosto, poucos minutos bastaram para perceber o caminho já percorrido. Quem há alguns meses começava a familiarizar-se com uma modalidade completamente nova apresenta hoje maior confiança e domínio dos movimentos, além de manter a disponibilidade para aprender. Há gestos que já surgem com naturalidade, técnicas que começam a ser reconhecidas e, sobretudo, muita atenção às indicações do professor Rómulo de Luca e vontade de ir um pouco mais longe em cada treino.

É precisamente nesta evolução, construída sessão após sessão, que reside uma parte importante do valor desta experiência. Continuar a treinar significa continuar a desenvolver capacidades como a força, o equilíbrio e a coordenação, mas também reforçar a autonomia, a resiliência, a disciplina e o respeito pelos outros. Ontem, o jiu-jitsu voltou à APCC — e voltou a mostrar que cada novo movimento pode ser também mais uma conquista.

A prática do jiu-jitsu na APCC decorre no âmbito do projeto “100 Limites”, promovido em parceria com a International Sports Brazilian Jiu-Jitsu Association (ISBJJA) e envolvendo utentes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) e do Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social para Pessoas com Deficiência (CAARPD). Trata-se de uma iniciativa que tem como objetivos promover uma inclusão ativa através do desporto adaptado, ampliar o acesso à prática desportiva e fortalecer a valorização da pessoa com deficiência na comunidade, contribuindo para uma cultura de respeito, igualdade e participação plena.

O CACI e o CAARPD são duas das respostas sociais da APCC sediadas na Quinta da Conraria. A primeira pretende promover a autonomia, a vida independente e a valorização pessoal, enquanto a segunda apoia pessoas que, transitória ou definitivamente, se encontram impossibilitadas de frequentar outro tipo de estruturas.